Oi pessoinhas :P
O texto dessa semana é bastante chato interessante porque nos remete à dúvida: será mesmo que médicos e psiquiatras estão sempre realmente prontos para encarar qualquer problema? E não somente isso, será que eles de fato consegue identificar O PROBLEMA que a pessoa aparenta ter? Na obra ''ser são em lugares insanos'' do texto 6, temos o experimento do professor Rosenhan para testar os médicos na distinção de quem é ou não louco. Ah! Vale lembrar ainda que o próprio Rosenhan era um renomado psicólogo clínico e nisso convidou 8 de seus amigos para entrar nessa furada experiência de se passarem por doentes mentais, em que a meta principal era verificar se os psiquiatras eram obscurecidos por pressuposições, ou seja, o objetivo era saber se os médicos sabem mesmo quem é louco e quem tá se fazendo.
Assim, Rosenhan impulsionado pelos relatos de um colega que observou no Vietnã soldados e convocados de guerras se passarem por doentes mentais para fugir das batalhas, portanto, essa foi uma das suas motivações. E o mais louco interessante ainda foi o fato de o próprio Rosenhan fazer parte da experiência. Aceito a experiência, Rosenhan orientou seus 8 amigos do que estaria por vir, de como ludibriar os médicos para fingir tomar os remédios, além da orientação de agir como uma pessoa insana, como ficar ouvindo vozes, ver coisas e principalmente fazer com que os psiquiatras acreditem nisso.
Com o início da experiência, todos seguiram as instruções de Rosenhan e, primordialmente, todos alegaram escutar um único "TUM". A atitude deixou todos os médicos muito intrigados e a pior instigação, segundo a leitura do texto, foi justamente p fato de nenhum medico assumir que simplesmente não sabia do que se tratava esse caso, ou seja, os psicólogos e psiquiatras não queriam admitir que não sabiam o que era aquilo, não largavam o orgulho para dizer simplesmente "não sei", muito pelo contrario, mesmo nenhum deles tendo a certeza necessária para diagnosticar os pacientes, receitavam o que lhes convinha, além disso, ainda especulavam qual a "doença" tal paciente apresentava.
Com a experiência não foi somente a negligencia dos médicos o que foi focado, mas o estudo comprovou também a negligência em relação aos pacientes em um contexto geral, eles eram vistos e considerados como "invisíveis", isto é, eles não se importavam com a sua presença (enfermeiras trocavam de roupas na frente deles O.O), não se preocupavam em ouvi-los, escutar suas angústias (nessa ideia, uma alternativa seria utilizar a meditação e a ioga como forma de tratamento dos pacientes, como também, seria mais barato em relação ao uso de remédios, seria mais saudável, alias, seria tudo mais lindo s2), não se preocupavam com o bem-estar dos pacientes... Enfim, Rosenhan detectou total descaso dos centros psiquiátricos e que talvez fosse este um dos agravantes para o quadro psicótico dos pacientes...
No fim da experiência, Rosenhan concluiu o que já era de se esperar, todos os seus amigos foram liberados com uma media de 19 dias e o diagnóstico da doença em remissão, ou seja, isso significa que a doença nunca foi detectada e sua falta de "sanidade" entendida como uma flutuação temporária. Vale lembrar que Rosenhan antes da fatalidade com a sua esposa e filhos, era um homem muito alegre e adorava a casa cheia.
Rosenhan "atualmente" esta em uma clinica, na bem velhinho e debilitado, seria legal ele ver como o mundo hoje tá muito mais insano do que se fingir de louco em uma clínica...
Assim, a autora da obra, anos mais tarde decide fazer o mesmo experimento que o doutor Rosenhan, só que vale lembrar que ela já havia passado por certos tipos de transtornos mentais, ficando inclusive internada e durante essa nova experiência, em que ela seguiu as mesmas instruções de ter ouvido um "TUM"... por um momento ela se sentiu confusa, como se de fato estivesse insana, ou seja, devido seu passado, a experiência a afetou de alguma forma...
Enfim!! As conclusões? As mesmas que Rosenhan já tinha concluído anos atrás... os médicos nunca assumem que também erram, que não são obrigados a saber de tudo, não admitem a ignorância, apenas receitam drogas como forma de "amenizar as coisas" e estudando o ser humano é justamente isso o que acontece no nosso cotidiano... todos buscam nos remédios alívio para as suas loucuras, sendo que será que somos realmente sãos em um mundo "normal" ? Ou está tudo tão louco que preferimos aceitar ser essa a nossa realidade? Não sei... só sei que se sou louca, não quero conhecer a sanidade.
Texto 6: Slater, L.(2004) Mente e Cérebro. Sobre ser são em lugares insanos. Rio de Janeiro: Ediouro.




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