domingo, 27 de março de 2016

Tédio nos estímulos

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           A patologia do tédio deixa claro que a maioria dos organismos para de responder aos estímulos repetidos muitas vezes, meio que é como se o organismo se acostumasse aos movimentos repetidos e não tivesse mais motivação para fazer uma atividade. Aliada ao tédio está também a monotonia que é permanente ao ser humano e um exemplo que temos atualmente é o trabalho excessivo que gera aborrecimento e descontentamento, além de o desempenho também ser afetado de forma negativa. Pensando nesses fatos, um experimento foi feito com 6 indivíduos em que estes tiveram seus sensores naturais limitados e até mesmo impedidos de serem utilizados, como a audição, o tato, visão e outros...
           O isolamento pode causar perturbações no homem, como é relatado no texto, a limitação de nossos sensores indicou que os seres ficaram perceptíveis à fenômenos paranormais, e eles tinham convicção de que estavam passando por um processo sobrenatural, tanto que para a reabilitação deles na sociedade, com apenas 4 dias de teste já foi algo denso e trabalhoso, pois estes perderam a noção de fato dos seus sentidos no mundo. E um detalhe que vale ressaltar em relação aos experimentos realizados é que quanto menor a estimulação, mais modificação do pensamento se torna intensa, ou seja, os indivíduos só conseguiam se concentrar com muito esforço porque divagavam em seus pensamentos perturbados por falta de estímulos. 
             Ou seja,a mente quando não estimulada pode ter um vazio enorme como também pode se afundar em tantos pensamentos que o ser humano perde o controle sobre eles. E abrindo o coração, isso acontece muitas vezes no meu trabalho, em que as vezes algo é tão maçante que eu perco totalmente em interesse em realizar minhas obrigações e acabo divagando em milhões de pensamentos aleatórios, o que resultado na minha falta de desempenho com o trabalho... Porém, se fossemos como os budistas na primeira postagem e no primeiro texto, com certeza teríamos a paz interior necessária para alcançar a concentração desejada através da meditação para assim conseguirmos êxito em nossos trabalhos, sem que este nos afete com o tédio ou o marasmo...
            Mas voltando ao texto!! Outro fato em relação ao experimento passível de comentário é em relação ao fato de se estar isolado causar a diminuição das atividades cerebrais o que por consequência resultava em alucinações percebidas pelos indivíduos testados. Talvez na ânsia de desejar um estímulo qualquer, por menor que fosse, o cérebro ou o próprio corpo se enganava a fim de conquistar a menor agitação possível, pois uma vez que é afirmado no próprio texto, a exposição excessiva a um ambiente monótono induz a destruição mental, o raciocínio é perturbado. Ou seja, nossas funções sensoriais e específicas dependem de estímulos, seja pelo toque, visão, olfato, sei lá... O que importa é que dependemos de estímulos para se manter a normalidade das atividades cerebrais, se há restrição e monotonia, o cérebro comporta-se anormalmente.
   
        Vale lembrar também sobre o texto é a questão de ser intrínseco ao ser humano querer compreender o meio em que se vive através das sensações e que assim, interpretamos o que sentimos para termos uma melhor percepção de tudo a nossa volta. Assim, perceber é um esforço do homem para compreender o meio. E logo, pode-se concluir do primeiro texto que a privação sensorial é algo muito ruim para a vida do ser humano, porque altera todas as nossas percepções de modos singulares, inclusive em relação a percepção de tempo e a sensibilidade às dores... Privado por algum tempo de um fluxo normal de sensações, o seres podem até utilizar-se da razão para se auto-compreender, porém sua capacidade normal de percepção é sempre perturbada por um tempo quando se trata de uma experiência tão drástica assim.


            Agora vamos falar do segundo texto de forma breve porque eu tô ficando com um sono e meus estímulos estão sendo desmotivados (haha brincadeira!). O segundo texto aborda justamente o contrário do primeiro texto, aqui os estímulos e sentidos são extremamente valorizados, em que é sugerido a ideia de um macacão táctil capaz de explorar todas as sensações e reações do tato, ou seja, se trata de ser a pele um substitutivo para algum sentido defeituoso ou para aprimorar os sentidos daqueles que dependem das suas reações para o trabalho ou para a própria vida. 
           Assim como no primeiro texto, há também um experimento conhecido como o "coelho cultâneo" em que a pele recebe vários impulsos de vibrações causando a ilusão de um coelho saltitando pelo braço, como relatado por um dos participantes, ou seja, pode-se afirmar que a pele trabalha e reage bem com vibrações em altas intensidades.... Nossos sentidos podem ser enganosos, porém com tatores acionados por motores que bombeia os jatos de ar pode-se obter a informação táctil sobre o que está em cima e o que está embaixo. Tal instrumento seria extremamente eficiente para pilotos de avião, por exemplo, o que diminuiria o risco de acidentes. 
           Ou seja, a pele seria como um próprio painel de controle de um helicóptero em um vôo, porque a sensação táctil seria o próprio mecanismo de correção dos movimentos. Fato interessante tratado no texto é que o uso de macacões com o treinamento adequado poderia permitir que pilotos tanto de aviões como automóveis dirigissem/pilotassem de olhos vendados, porque além de alertar a presença de inimigos, o corpo seria usado como um painel de controle ou até mesmo como um volante, podendo indicar quaisquer direções. 
           

             Assim, o número de acidentes seria com certeza reduzido de forma radical, além de ser um instrumento de segurança para caminhoneiros e demais motoristas que possuem jornada de trabalho exaustiva, ou seja, fazendo uma referência ao primeiro texto em que essas atividades de estimulação monótona e prolongada, como a de caminhoneiros e taxistas por exemplo, tendem a ter a atividade sensorial reduzida e o cérebro para de funcionar adequadamente proporcionando um trabalho com maior periculosidade tanto para o trabalhador, como também para aqueles que usufruem das pistas. Porém, se o uso do macacão sensorial proposto no segundo texto fosse um item de segurança necessário esse risco de causar um acidente seria reduzido, tendo em vista que o motorista utilizaria dos sensores da sua pele para perceber, por exemplo, a presença de um outro veículo se aproximando.
            Para concluir, a pesquisa do segundo texto com o estudo dos macacões sensoriais pode abrir uma brecha para a questão da inclusão social para pessoas portadoras de alguma necessidade especial possam também dirigir e conquistarem sua independência, não somente para os casos físicos, mas o macacão permitiria, por exemplo, que atualmente pessoas com deficiência visual ou auditiva grave pudessem dirigir com o auxílio somente da sua percepção sensorial. Contudoooo, como estamos em um mundo capitalista em que nada é de graça e feito somente para promover o bem-estar, um instrumento como esse demandaria certo recurso financeiro que nem sempre pode ser alcançado por todos aqueles que desejam obter sua independência devido suas limitações físicas, além disso, maior parte dessas pesquisas assim como dita no texto são financiadas por grandes multinacionais em buscam incrementar seus carros de luxo, como a Nissan e a Honda... Portanto, esperamos que para um futuro não muito distante (espero mesmo!), possa haver de verdade e de coração a implementação dessa proposta para haver interação de forma acessível para aqueles que querem conquistar sua independência, uma vez que transmitir para a pele as informações necessárias para locomover um automóvel seria de fato a modernidade alcançando a todos!


Referências: Texto 2.1: Heron, W. (1977) A patologia do tédio. Psicobiologia: as bases biologicas do comportamento. Rio De Janeiro: LTC.

Texto 2.2: Schrope, M. (2001). O novo sentido do tato, New Scientist, 2 de Junho, 30-33.

domingo, 20 de março de 2016

Lama no Laboratório

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            O ser humano é movido por incessante necessidade de querer saber o "por quê?" de tudo que os rodeia, a curiosidade é algo que nasce conosco e nos move para promover um mundo cada vez melhor. Porém, é essa mesma curiosidade que pode despertar guerras, e os outros males do mundo... O ser humano, assim como ocorre na obra sugerida, tenta desvendar todos os mistérios que a mente humana pode ser capaz de produzir, como o controle de sentimentos, alterações de humor e até mesmo como isso influência na relação com o próximo, como por exemplo no texto, há um teste feito com um dos monges, em que este foi colocado para debater com uma pessoa bastante alterada, porém, o controle do monge foi tão alta e poderosa que o senhor convidado acabou se sentido invadido por a paz que o monge imanava.
          Esse fato pode ser percebido atualmente, em que a maioria das pessoas não possuem a compaixão dos budistas e que estes comparam tal compaixão com o amor das mães, em que elas compreendem os erros dos seus filhos e em vez de brigar, respondem seus filhos com amor e empatia. Ou seja, hoje o estresse nós invade a maior parte da rotina e isso afeta a vida de quem compartilha tal rotina conosco, quando esbarramos em alguém nas ruas por acidente, provavelmente a pessoa ficará alterada e, normalmente, nos alteramos também e isso afeta o cotidiano de forma negativa. Contudo, deveríamos pensar como os budistas e, principalmente, pensar como eles... em uma situação de confronto devemos responder ao outro com amor, se colocar no lugar dele e ter compaixão. Jamais responder ao ódio e a raiva com mais raiva e sim com amor e empatia, entender o outro e colocar-se no lugar dele,
          Mas enfim!! Vamos falar de coisas boas e de como o budismo pode se tornar um instrumento poderoso de auto-controle da mente e que os benefícios adquiridos com a prática levam ao bem-estar do ser humano, como também, de todos aqueles que o rodeiam. 


          Em relação ao texto, pode-se afirmar que a meditação se trata de uma educação mental e que esse instrumento nos ajuda a melhor nossas emoções destrutivas e negativas. Além disso, o texto trata da relação entre ciência e budismo, em que o primeiro nos refere que uma alternativa para não nos depreciarmos seria o uso de medicamentos e isso torna o ser humano dependente químico, fato este que vai contra os princípios budistas, que tentam encontrar na meditação um meio de enfrentar as emoções perturbadoras.
           No texto também é tratada de métodos específicos de meditação, em que cada um deles é singular nas estratégicas de atenção, cognição e emotividade. O principal deles e o mais utilizado pelo Monge Oser no experimento científico analisado, foi a meditação focalizada em um ponto, em que a pureza do coração é somente querer uma coisa: cultivar a concentração e nesse fundamento, o monge faz uma referência aos professores na questão de sua concentração.
           Os budistas também tratam do poder da mente como sendo uma administração do próprio cérebro e como já foi dito anteriormente, a pessoa que medita sobre a compaixão por todos os seres e em qualquer situação é o principal beneficiário de todos.
            Por fim e como uma última análise de coração percebida pela leitura do texto, cabe fazer a referência de que os cientistas por mais que tenham grande anseio pela busca do conhecimento, possuem somente máquinas e um conhecimento limitado em relação à ciência, pois o homem cientista se prende a teorias e a verdades que somente podem ser comprovadas com experimentação e cálculos e teorias, o que resulta em uma limitação do conhecimento. Enquanto que os budistas não se prendem à ciência alguma, muito menos à teorias, buscam o conhecimento por si só, puro e natural, além de ser infinito e muitas vezes inexplicável, porém necessário para dar um melhoramento na vida e suficiente para que a qualidade de nossas energias seja infindavelmente melhor. Portanto, devemos nos prender a natureza, ao amor, à compaixão para termos um melhoramento de vida e não ao uso de remédios como escape.

Referência: Lama, D. e Goleman, D. (2003) Como Lidar Com Emoções Destrutivas. Rio de Janeiro: Campus Ltda.