O texto dessa semana é bastante chato interessante porque nos remete à dúvida: será mesmo que médicos e psiquiatras estão sempre realmente prontos para encarar qualquer problema? E não somente isso, será que eles de fato consegue identificar O PROBLEMA que a pessoa aparenta ter? Na obra ''ser são em lugares insanos'' do texto 6, temos o experimento do professor Rosenhan para testar os médicos na distinção de quem é ou não louco. Ah! Vale lembrar ainda que o próprio Rosenhan era um renomado psicólogo clínico e nisso convidou 8 de seus amigos para entrar nessa furada experiência de se passarem por doentes mentais, em que a meta principal era verificar se os psiquiatras eram obscurecidos por pressuposições, ou seja, o objetivo era saber se os médicos sabem mesmo quem é louco e quem tá se fazendo.
Assim, Rosenhan impulsionado pelos relatos de um colega que observou no Vietnã soldados e convocados de guerras se passarem por doentes mentais para fugir das batalhas, portanto, essa foi uma das suas motivações. E o mais louco interessante ainda foi o fato de o próprio Rosenhan fazer parte da experiência. Aceito a experiência, Rosenhan orientou seus 8 amigos do que estaria por vir, de como ludibriar os médicos para fingir tomar os remédios, além da orientação de agir como uma pessoa insana, como ficar ouvindo vozes, ver coisas e principalmente fazer com que os psiquiatras acreditem nisso.
Com o início da experiência, todos seguiram as instruções de Rosenhan e, primordialmente, todos alegaram escutar um único "TUM". A atitude deixou todos os médicos muito intrigados e a pior instigação, segundo a leitura do texto, foi justamente p fato de nenhum medico assumir que simplesmente não sabia do que se tratava esse caso, ou seja, os psicólogos e psiquiatras não queriam admitir que não sabiam o que era aquilo, não largavam o orgulho para dizer simplesmente "não sei", muito pelo contrario, mesmo nenhum deles tendo a certeza necessária para diagnosticar os pacientes, receitavam o que lhes convinha, além disso, ainda especulavam qual a "doença" tal paciente apresentava.
Com a experiência não foi somente a negligencia dos médicos o que foi focado, mas o estudo comprovou também a negligência em relação aos pacientes em um contexto geral, eles eram vistos e considerados como "invisíveis", isto é, eles não se importavam com a sua presença (enfermeiras trocavam de roupas na frente deles O.O), não se preocupavam em ouvi-los, escutar suas angústias (nessa ideia, uma alternativa seria utilizar a meditação e a ioga como forma de tratamento dos pacientes, como também, seria mais barato em relação ao uso de remédios, seria mais saudável, alias, seria tudo mais lindo s2), não se preocupavam com o bem-estar dos pacientes... Enfim, Rosenhan detectou total descaso dos centros psiquiátricos e que talvez fosse este um dos agravantes para o quadro psicótico dos pacientes...
No fim da experiência, Rosenhan concluiu o que já era de se esperar, todos os seus amigos foram liberados com uma media de 19 dias e o diagnóstico da doença em remissão, ou seja, isso significa que a doença nunca foi detectada e sua falta de "sanidade" entendida como uma flutuação temporária. Vale lembrar que Rosenhan antes da fatalidade com a sua esposa e filhos, era um homem muito alegre e adorava a casa cheia.
Rosenhan "atualmente" esta em uma clinica, na bem velhinho e debilitado, seria legal ele ver como o mundo hoje tá muito mais insano do que se fingir de louco em uma clínica...
Assim, a autora da obra, anos mais tarde decide fazer o mesmo experimento que o doutor Rosenhan, só que vale lembrar que ela já havia passado por certos tipos de transtornos mentais, ficando inclusive internada e durante essa nova experiência, em que ela seguiu as mesmas instruções de ter ouvido um "TUM"... por um momento ela se sentiu confusa, como se de fato estivesse insana, ou seja, devido seu passado, a experiência a afetou de alguma forma...
Enfim!! As conclusões? As mesmas que Rosenhan já tinha concluído anos atrás... os médicos nunca assumem que também erram, que não são obrigados a saber de tudo, não admitem a ignorância, apenas receitam drogas como forma de "amenizar as coisas" e estudando o ser humano é justamente isso o que acontece no nosso cotidiano... todos buscam nos remédios alívio para as suas loucuras, sendo que será que somos realmente sãos em um mundo "normal" ? Ou está tudo tão louco que preferimos aceitar ser essa a nossa realidade? Não sei... só sei que se sou louca, não quero conhecer a sanidade.
Texto 6: Slater, L.(2004) Mente e Cérebro. Sobre ser são em lugares insanos. Rio de Janeiro: Ediouro.
Bom, os textos dessa semana traz um tema muitooooo legal, que é a hipnose (até porque, antes de ler os benditos textos, pra mim a hipnose era parte de um show de mágica e, de coração... eu achava que tudo era combinado entre o mágico e a pessoa convidada, acreditava não ser possível que uma pessoa entrasse em um estado de transe ou um relaxamento total que poderia fazer com ela "saísse" do próprio corpo), então no texto 4, fala que durante muito tempo a hipnose era vista dessa forma ai que eu disse acima (preguiça de repetir =]~), mas mais do que ser parte de um show de mágica, a hipnose também era associada antigamente à algum tipo de bruxaria e quem a praticava era considerado charlatão. Contudo, com um pouco mais de informação adquirida com a leitura do texto pode-se afirmar que a hipnose também pode ser utilizada como um meio médico, mais do que isso, ela pode ser um grande auxílio na psicologia, combatendo traumas, relaxando e ajudando pacientes a relaxarem durante algum tipo de procedimento cirúrgico.
Vale ressaltar também que ao contrário do que pensa a maioria das pessoas (inclusive eu pensava), o ser humano submetido à hipnose não fica em "transe" totalmente, fora de sim, sendo capaz de fazer coisas consideravelmente "impossíveis", contudo, o que ocorre é justamente o contrário disso, o efeito da hipnose não deixa a pessoa inconsciente, seu senso crítico não desapareceu, uma vez que segundo Cortez, a hipnose não é uma atividade autoritária, mas colaborativa.
Portanto, a hipnose se trata de um estado de consciência modificado em que os processos cognitivos são alterados, porém, o paciente sempre está consciente dos seus atos e somente os realiza se assim o desejar. Além disso, se trata de um procedimento regulamentado pelos conselhos de medicina, odontologia e psicologia, visto que é um processo que auxilia o desempenho nos procedimentos cirúrgicos, ademais, é um recurso excelente para otimizar os resultados dos remédios em pacientes sob tratamento.
Em relação as pesquisas científicas da neurociência ficou constatado que a hipnose de fato altera os processos bioquímicos do cérebro e, assim, pode-se estudar como a hipnose atua nos mecanismos do cérebro, como também, o uso da hipnose para estudar os processos cognitivos específicos. É interessante lembrar que a hipnose ocorre como os estágios do sono, em que o primeiro se tratado relaxamento consciente, enquanto que o segundo há o relaxamento total do corpo. No estágio médio a pessoa pode deixar de sentir algumas sensações como o toque, pressões e dores devido o alto grau de relaxamento... e um fato curioso é que até momento, todos os nossos textos aqui comentados têm valorizado as emoções, os sentidos, o tato (principalmente) e agora vem a hipnose querendo justamente se libertar de tudo isso, a hipnose traz uma concepção totalmente oposta, em que se busca justamente o relaxamento total, ou seja, é se abster das emoções e dos sentidos. Assim, pode-se concluir que para a psicologia é o estudo da mente que importa, seja em experiências de alto uso dos sentidos e de como isso auxilia a vida do ser humano, e em contrapartida, é importante o estudo da ausência desses sentidos, pois o relaxamento total do corpo pode ser um benefício para a medicina em um contexto geral. Esvair sentimentos pode ser um grande aliado para a superação de traumas.
Maaaaas voltando para o texto, a hipnose é como uma alta suscetibilidade em que a pessoa se sente absorvida por aquilo que é de interesse dela, entra em um mundo em que é suspensa a atenção do mundo comum, e assim, ela pode ser manipulada a ver ou sentir coisas que não estão acontecendo, como também para a percepção de cores... portanto, pode-se afirmar que tudo pode ser manipulado.
No texto é abordado os relatos de uma experiência feito com mulheres portadoras do câncer de mama, elas foram submetidas ao processo de hipnose antes dos processos cirúrgicos e assim, notou-se que houve um melhor rendimento nos resultados, sem dores e perturbações emocionais, assim, a técnica foi tão benéfica para as pacientes quanto para o custo financeiro, além do menor tempo gasto na sala de cirurgia. Dessa forma, a hipnose não pode ser considera um tipo de placebo, uma vez que se tem efeito analgésico, como a dopamina, em que é preciso prestar atenção na dor para poder senti-la. Outra referência e alternativa para o caso dessas mulheres, seria o uso da meditação, em que no primeiro texto, os budistas nos ensina a relaxar e controlar nossas emoções, fazer o autoconhecimento para que assim, nos livramos de toda a dor que existe no nosso corpo.
Atualmente no Brasil, a técnica de meditação e relaxamento com ioga, por exemplo, é utilizada como meio de controle emocional dos pacientes, ajudando-os a superar seus medos e evoluir nos procedimentos, como no Hospital Albert Einstein em São Paulo. A técnica é baseada nos "movimentos suaves e respiração pausada [...]".
Para finalizar o texto 4, vamos tratar dos aspectos que todos têm curiosidade, em como a hipnose pode ajudar a lembrar do passado... E sim, de fato isso é possível, principalmente para a correção de traumas da infância, como uma técnica de regressão. Atualmente, a hipnose também é uma grande aliada para relembrar cenas que ocorreram em crimes, por exemplo, pois assim a investigação é facilitada. Contudo, a técnica de regressão por meio da hipnose nem sempre é validada, uma vez que nossa infância antes dos três anos é marcada por emoções e sentimentos que podem se confundir com lembranças, mas isso é somente um detalhe, não teve o mérito de ser a hipnose uma excelente técnica de auxílio à medicina e as investigações.
E para fechar com chave de ouro só queria deixar aqui um trecho de um filme muitoo lombra, mas que super tem a ver com o tema. Se trata de um filme em que extraterrestres estão abduzindo as pessoas de uma cidade, porém, após a "abdução" todos se esqueciam do que tinha ocorrido, e assim, uma doutora psicóloga começa a investigar os fatos por meio da técnica de hipnose com regressão. Super recomendo! Segue aí:
Filme: Contatos de 4º Grau (2009) Trailer Oficial Legendado (YouTube)
Já no texto 5, temos um pouco do oposto visto no texto 4, uma vez que há a busca pela proposta metodológica clínica e qualitativa. Aqui a hipnose enquanto método de tratamento para dor na psicologia foi apresentada como um problema por não apresentar precisão (fato divergente do que foi descrito no texto 4), ou seja, até que ponto as expressões do paciente hipnotizado se constitui enquanto dados legítimos, isto é, se trata do enviesamento da pesquisa, em que não se sabe se o paciente age conscientemente ou não, de modo a atender as próprias expectativas ou as do pesquisador. Assim, de modo científico, a hipnose sem o estudo técnico e quantitativo dar o ar de imprecisão, não fornecendo as certezas necessárias para a ciência.
Portanto, tomar medidas preventivas como criar grupos de controle, controle das variáveis ou aplicação de escalas em ambientes pretensamente neutros, eliminam o problema da imprecisão e subjetividade no tratamento e permitiria assim a obtenção de dados confiáveis, dessa maneira, o tratamento hipnótico seria um legítimo estudo científico. No texto é realçado a relação entre a hipnose e a dor, ou seja, até que ponto o sujeito é suscetível à hipnose, se pode de fato ser beneficiado pela prática e assim, produzir efeitos anestésicos, desde que as respostas fossem controladas para serem válidas, por assim se presumir não haver mais interferências indesejadas.
Além disso, o contexto precisa ser analisado e controlado, pois pertence a complexidade do processo hipnótico. Assim, no texto é tratado de como a dor é vista como uma entidade independente, uma estrutura a parte que se torna acessível por meio de respostas externas quantificáveis, dessa forma, é necessário uma metodologia clínica e qualitativa para o estudo da hipnose e suas relações com a dor e aceitar a própria dor como um processo subjetivo.
Portanto, a proposta é baseada na separação entre sujeito e objeto, e as afirmações dos pesquisador são representações dessa realidade externa, assim, o pesquisador e o empírico tem uma integração de informações, tornando-se o referencial teórico de fato, desse modo, a realidade observada é parte ativa do pensamento do pesquisador. Diante disso, a legitimidade é consolidada a partir da coerência da interpretação do pesquisador, unindo o marco teórico de referência com o empírico observado e dialogado.
O objeto construído portanto não é somente tudo feito de flores, ele também entra em conflito por não haver correspondência direta com o universo linear, pois há diferentes possibilidades explicativas sobre o problema estudado. Porém, tudo é muito subjetivo, pois depende da interpretação do pesquisador e a hipnose se trata justamente da derivação das expressões cotidianas, interpretadas a partir das teorias. Ou seja, o processo da interpretação não é linear com os registros de pesquisa, as informações são construções do pesquisador (qualitativo).
No texto também é tratado a questão da estética que são as expressões do sujeito, vinculo que se estabelece com o pesquisador e há também a técnica, que são construções da expressão do sujeito, a autoimagem, dor e demais configurações subjetivas. Assim, a pesquisa busca compreender a singularidade dos processos construídos pelo paciente em sua vivência de dor.
Nesse texto de forma mais específica vale lembrar que a dor tem papel fundamental, sendo um processo subjetivo, por que mesmo uma dor orgânica (aquelas naturais do corpo), implica e afeta as outras emoções, afeta tudo das mais diversas formas diferentes, as redes sociais do paciente que podem acolhê-lo, envolve-lo em conflitos, estigmatiza-los, isolá-los ou ainda, participar ativamente em seu tratamento. Além disso, a hipnose se tornou útil como um recurso financeiro (estudar as experiências dolorosas, promovendo novos arranjos de emoções) e também como um espaço de investigação do campo relacional e subjetivo em relação à dor, o que pode contribuir para uma compreensão mais abrangente da mesma em termos médicos.
No texto também é feito um experimento científico baseado na hipnose de forma qualitativa, em que uma senhora de nome Suzana foi de forma voluntária entender os processos de suas dores. Ela era costureira que não exercia mais sua profissão devido dores fortes na coluna que a impedia de realizar movimentos repetitivos, vale lembrar também que ela já havia sofrido muito na vida, pois fora abandonada pelo marido que a largou pela própria amiga e assim, teve que criar seus três filhos sozinha, mas sempre tinha muito orgulho de deixar claro que os criou de forma honesta e que todos foram bem sucedidos na vida.
Suzana foi submetida à hipnose como método de entendimento de suas dores, porém a hipnose e os encontros realizados abriram leque para entender que Suzana mais precisa de alguém que a escutasse, suas dores na coluna foram se esvaindo a cada encontro em que ela se sentia mais relaxada e à vontade para contar de sua vida e seus problemas. Ou seja, a hipnose aqui por meio do científico só nos provou que a necessidade de esvair os problemas é o que mais afeta as pessoas atualmente, guardar as dores físicas e psicológicas para si mesmo somente retrai mais ainda em dores orgânicas, o que prejudica não somente o próprio ser humano, mas todos aqueles que o rodeia. Então, a hipnose nesse caso teve efetividade no aspecto de ser ela o canal para o entendimento das outras dores de Suzana, mesmo aquelas antigas e que estavam presas em algum lugar no fundo do coração.
Por conclusão, a dor de Suzana integrada às configurações de suas dificuldades em prover sua família era a dor que ela mais sentia e refletia em suas dores físicas, com os encontros pôde-se haver a reconfiguração de muitas lembranças por meio da hipnose o que resultou no alívio da dor. A hipnose permite que se considere inapropriado conceber a dor como processo isolado da subjetividade, mesmo quando seja possível constatar uma causa orgânica para o processo e a dimensão estética foi fundamental nesse processo, por tratar de proposta de acolhimento, em que se permitiu observar mudanças significativas no semblante e postura de Suzana, comparando-a no início do tratamento com o fim, era uma mulher bem mais alegre, feliz consigo mesma e, principalmente, mais livre de tantas dores...
Nessa nossa jornada de estudos da psicologia estamos no nosso terceiro texto, em que vamos falar sobre a mente e a memória em um teste realizado em um indivíduo identificado somente como S... Diferentemente de outras experimentações, essa teve uma duração de mais de 30 anos e tudo começou com a observação da vida e da mente de em homem e de como seu talento com o controle de sua memória influenciou sua personalidade e o desenvolvimento com as pessoas à sua volta. E como dito no texto, a estrutura da personalidade de um indivíduo pode depender do desenvolvimento de uma atividade psíquica, ou seja, síndromes psicológicas podem causar vários traços de personalidades distintas quando há um desenvolvimento exagerado da sensibilidade ou da imaginação.
Portanto, o texto trata da biônica, ou falando de uma forma mais bonitinha é justamente o estudo da operação da memória humana, que é o conhecimento da psicologia a partir da constituição psíquica. É interessante lembrar que o estudo foi baseado somente em um homem, que envolve também o estudo da estrutura fisiológica e o bioquímica do cérebro. O escolhido para o teste foi um caso muito estranho, tratava-se de um jornalista que a pedido do seu chefe-editor, que se sentiu muito encabulado ao notar que ele nunca anotava nada porém, sempre sabia todos os assuntos abordados e exigidos por ele mesmo.
Cabe lembrar que S. veio de uma família de pessoas notáveis e talentosas, cada um tinha um dom intelectual, além disso, ele foi criado em uma comunidade judaica e sempre rodeado de muita cultura. Quando jovem,S. estudou música e desejava se tornar um violinista profissional, porém, um acidente no ouvido comprometeu parte da sua audição, o que impediu que ele progredisse na carreira. Assim, com seu grande sonho não ter sido mais possível de ser realizado, ele se sentiu perdido em relação ao que fazer da sua vida e que rumo profissional seguir. E o fato mais curioso é que S. não compreendia que sua memória era de fato diferente das outras consideradas "normais" (haha bem modesto o rapaz).
Então, a extraordinária memória de S. despertou a curiosidade de Luria em realizar testes para compreender a capacidade de armazenamento e ilimitações da mente do estudado. O primeiro teste tratou de uma análise de memorização em que S. foi capaz de repetir todas as sequências (de letras, números e palavras) pronunciadas de forma perfeita. Ele meio que se concentrava em apenas 1 ponto como método de concentração e fazendo uma analogia ao primeiro texto, pode-se afirmar que S. meditava na concentração em um só ponto como forma de memorização, assim como os monges budistas, analogamente S. tinha o poder de controlar sua mente com técnicas poderosas de controle da mente.
O aumento do tamanho da série não era um empecilho para a memorização nem para a durabilidade das características que ele guardava. Os experimentos revelaram que S. não tinha nenhuma dificuldade para reproduzir quaisquer séries de palavras, independente do tempo que se passava, é interessante lembrar também que ele não lembrava somente das séries de palavras, mas se lembrava das situações em que se encontrava, das roupas das pessoas e onde cada uma estava... Com o passar dos anos S. aprimorava suas técnicas e se tornou um mnemonista profissional.
Em referência aos textos 2.1 e 2.2, em que são estudados e revelados os poderes de nossos sentidos, pode-se fazer uma analogia quando S. afirma utilizar o mecanismo da visão (quando via as séries) e convertia esses elementos às imagens que marcaram sua vida, ou quanto lhe parecia uma imagem estar associada à palavra, ou seja, ele estudava a série, dava uma pausa (que pra mim era uma forma de meditação) e assim conseguia reproduzir tudo o que via... O mesmo vale para quando ele apenas escutava as palavras, isto é, nesse caso ele utiliza o sentido da audição como meio de meditação para a memoriza-la. Acredito também, até então, que não havia limites diferentes para a sua capacidade de memorização, pois ele não somente associava as séries às imagens, mas de uma forma incrível, ele também era capaz de sentir a forma da voz de alguém, assim como definir uma cor para esta façanha e o mais incrível era sua capacidade de associar até mesmo impressões gustativas às palavras, ou seja, cara... ele era capaz de sentir o gosto de uma palavra!!!! Isso é uma habilidade incrível, porque até eu gostaria de saber qual é o gosto do "amor" (hahaha brincadeira). Mas vale lembrar mais uma vez dentro da sua habilidade maravilhosa que o reconhecimento de uma palavra não se limitava somente às imagens associativas, mas envolvia também sentimentos... (Gente!! Por favor, eu quero saber qual o sentimento da palavra "refrigerante" hahahaha, brincadeira, agora parei, sério!).
Enfim, portanto, nossos sentidos servem para nos orientar, guiar, instruir e tantas outras utilidades, mas no caso de S. se tornava mais excepcional ainda por ser capaz de instrui-lo à uma memorização fascinante, o uso de seus sentidos só ajudou a controlar mais ainda sua mente, com isso, pode-se afirmar que ele utilizava um alto grau de sinestesia em que a produção de duas ou mais sensações sob a influência de uma só impressão pode permitir a memorização de forma extraordinária, é um estilo que combina percepções de natureza sensorial distinta. Dessa forma, S. pertencia a um grupo notável de pessoas que mantém viva um complexo tipo sinestésico de sensibilidade, uma vez que qualquer fala despertava uma intensa imagem visual e se torna extremamente relevante ressaltar que os vestígios rudimentares da sinestesia eram centrais na vida de S., deixaram uma marca nos seus hábitos de percepção, compreensão e pensamento e eram características vitais de sua memória.
Na vida de S. era fundamental que ele fizesse a associação de um significado à um objeto para que assim ocorresse a rememoração de palavras, em que atribuía sua vida e suas caminhadas durante toda a sua vida às palavras, o que foi definido como caminhadas mentais... Então, essa técnica de converter séries de palavras em séries de imagens gráficas explica o por quê de S. conseguir reproduzir com tanta prontidão séries do começo ao fim, inclusive em ordem diferentes. É interessante lembrar que os padrões visuais de memória de S. eram diferentes das ditas "normais" justamente porque S. tinha em sua memória imagens excepcionalmente vívidas e estáveis, o que facilitava o processo...
Porém, gostaria de encerrar o texto dessa semana com a seguinte indagação: uma vez ser comprovada ser maravilhosa a memória de S., sendo extraordinária a sua capacidade de armazenar tantas informações, incluindo sentimentos, sentidos e até mesmo meditação, cabe refletir se seria possível que S. se esquecesse de algo? Ou seja, será que ele era capaz de se esquecer? Acredito ser importante dar uma aliviada na mente as vezes, para que haja o relaxamento e é importante também esvair pensamentos... Acredito que nem todas as memórias sejam felizes e assim, é importante se esquecer de algo... Isto é, assim como ocorre com a memória de um computador, é importante fazer uma limpeza na mente, para renovar as energias e os vigores.
Referência: Luria, A.R. (1999) A mente e a memória: um pequeno livro sobre uma vasta memória. São Paulo: Martins
Fontes.
A patologia do tédio deixa claro que a maioria dos organismos para de responder aos estímulos repetidos muitas vezes, meio que é como se o organismo se acostumasse aos movimentos repetidos e não tivesse mais motivação para fazer uma atividade. Aliada ao tédio está também a monotonia que é permanente ao ser humano e um exemplo que temos atualmente é o trabalho excessivo que gera aborrecimento e descontentamento, além de o desempenho também ser afetado de forma negativa. Pensando nesses fatos, um experimento foi feito com 6 indivíduos em que estes tiveram seus sensores naturais limitados e até mesmo impedidos de serem utilizados, como a audição, o tato, visão e outros...
O isolamento pode causar perturbações no homem, como é relatado no texto, a limitação de nossos sensores indicou que os seres ficaram perceptíveis à fenômenos paranormais, e eles tinham convicção de que estavam passando por um processo sobrenatural, tanto que para a reabilitação deles na sociedade, com apenas 4 dias de teste já foi algo denso e trabalhoso, pois estes perderam a noção de fato dos seus sentidos no mundo. E um detalhe que vale ressaltar em relação aos experimentos realizados é que quanto menor a estimulação, mais modificação do pensamento se torna intensa, ou seja, os indivíduos só conseguiam se concentrar com muito esforço porque divagavam em seus pensamentos perturbados por falta de estímulos.
Ou seja,a mente quando não estimulada pode ter um vazio enorme como também pode se afundar em tantos pensamentos que o ser humano perde o controle sobre eles. E abrindo o coração, isso acontece muitas vezes no meu trabalho, em que as vezes algo é tão maçante que eu perco totalmente em interesse em realizar minhas obrigações e acabo divagando em milhões de pensamentos aleatórios, o que resultado na minha falta de desempenho com o trabalho... Porém, se fossemos como os budistas na primeira postagem e no primeiro texto, com certeza teríamos a paz interior necessária para alcançar a concentração desejada através da meditação para assim conseguirmos êxito em nossos trabalhos, sem que este nos afete com o tédio ou o marasmo...
Mas voltando ao texto!! Outro fato em relação ao experimento passível de comentário é em relação ao fato de se estar isolado causar a diminuição das atividades cerebrais o que por consequência resultava em alucinações percebidas pelos indivíduos testados. Talvez na ânsia de desejar um estímulo qualquer, por menor que fosse, o cérebro ou o próprio corpo se enganava a fim de conquistar a menor agitação possível, pois uma vez que é afirmado no próprio texto, a exposição excessiva a um ambiente monótono induz a destruição mental, o raciocínio é perturbado. Ou seja, nossas funções sensoriais e específicas dependem de estímulos, seja pelo toque, visão, olfato, sei lá... O que importa é que dependemos de estímulos para se manter a normalidade das atividades cerebrais, se há restrição e monotonia, o cérebro comporta-se anormalmente.
Vale lembrar também sobre o texto é a questão de ser intrínseco ao ser humano querer compreender o meio em que se vive através das sensações e que assim, interpretamos o que sentimos para termos uma melhor percepção de tudo a nossa volta. Assim, perceber é um esforço do homem para compreender o meio. E logo, pode-se concluir do primeiro texto que a privação sensorial é algo muito ruim para a vida do ser humano, porque altera todas as nossas percepções de modos singulares, inclusive em relação a percepção de tempo e a sensibilidade às dores... Privado por algum tempo de um fluxo normal de sensações, o seres podem até utilizar-se da razão para se auto-compreender, porém sua capacidade normal de percepção é sempre perturbada por um tempo quando se trata de uma experiência tão drástica assim.
Agora vamos falar do segundo texto de forma breve porque eu tô ficando com um sono e meus estímulos estão sendo desmotivados (haha brincadeira!). O segundo texto aborda justamente o contrário do primeiro texto, aqui os estímulos e sentidos são extremamente valorizados, em que é sugerido a ideia de um macacão táctil capaz de explorar todas as sensações e reações do tato, ou seja, se trata de ser a pele um substitutivo para algum sentido defeituoso ou para aprimorar os sentidos daqueles que dependem das suas reações para o trabalho ou para a própria vida.
Assim como no primeiro texto, há também um experimento conhecido como o "coelho cultâneo" em que a pele recebe vários impulsos de vibrações causando a ilusão de um coelho saltitando pelo braço, como relatado por um dos participantes, ou seja, pode-se afirmar que a pele trabalha e reage bem com vibrações em altas intensidades.... Nossos sentidos podem ser enganosos, porém com tatores acionados por motores que bombeia os jatos de ar pode-se obter a informação táctil sobre o que está em cima e o que está embaixo. Tal instrumento seria extremamente eficiente para pilotos de avião, por exemplo, o que diminuiria o risco de acidentes.
Ou seja, a pele seria como um próprio painel de controle de um helicóptero em um vôo, porque a sensação táctil seria o próprio mecanismo de correção dos movimentos. Fato interessante tratado no texto é que o uso de macacões com o treinamento adequado poderia permitir que pilotos tanto de aviões como automóveis dirigissem/pilotassem de olhos vendados, porque além de alertar a presença de inimigos, o corpo seria usado como um painel de controle ou até mesmo como um volante, podendo indicar quaisquer direções.
Assim, o número de acidentes seria com certeza reduzido de forma radical, além de ser um instrumento de segurança para caminhoneiros e demais motoristas que possuem jornada de trabalho exaustiva, ou seja, fazendo uma referência ao primeiro texto em que essas atividades de estimulação monótona e prolongada, como a de caminhoneiros e taxistas por exemplo, tendem a ter a atividade sensorial reduzida e o cérebro para de funcionar adequadamente proporcionando um trabalho com maior periculosidade tanto para o trabalhador, como também para aqueles que usufruem das pistas. Porém, se o uso do macacão sensorial proposto no segundo texto fosse um item de segurança necessário esse risco de causar um acidente seria reduzido, tendo em vista que o motorista utilizaria dos sensores da sua pele para perceber, por exemplo, a presença de um outro veículo se aproximando.
Para concluir, a pesquisa do segundo texto com o estudo dos macacões sensoriais pode abrir uma brecha para a questão da inclusão social para pessoas portadoras de alguma necessidade especial possam também dirigir e conquistarem sua independência, não somente para os casos físicos, mas o macacão permitiria, por exemplo, que atualmente pessoas com deficiência visual ou auditiva grave pudessem dirigir com o auxílio somente da sua percepção sensorial. Contudoooo, como estamos em um mundo capitalista em que nada é de graça e feito somente para promover o bem-estar, um instrumento como esse demandaria certo recurso financeiro que nem sempre pode ser alcançado por todos aqueles que desejam obter sua independência devido suas limitações físicas, além disso, maior parte dessas pesquisas assim como dita no texto são financiadas por grandes multinacionais em buscam incrementar seus carros de luxo, como a Nissan e a Honda... Portanto, esperamos que para um futuro não muito distante (espero mesmo!), possa haver de verdade e de coração a implementação dessa proposta para haver interação de forma acessível para aqueles que querem conquistar sua independência, uma vez que transmitir para a pele as informações necessárias para locomover um automóvel seria de fato a modernidade alcançando a todos!
Referências: Texto 2.1: Heron, W. (1977) A patologia do tédio. Psicobiologia: as bases biologicas do comportamento. Rio De Janeiro:
LTC. Texto 2.2: Schrope, M. (2001). O novo sentido do tato, New Scientist, 2 de Junho, 30-33.
O ser humano é movido por incessante necessidade de querer saber o "por quê?" de tudo que os rodeia, a curiosidade é algo que nasce conosco e nos move para promover um mundo cada vez melhor. Porém, é essa mesma curiosidade que pode despertar guerras, e os outros males do mundo... O ser humano, assim como ocorre na obra sugerida, tenta desvendar todos os mistérios que a mente humana pode ser capaz de produzir, como o controle de sentimentos, alterações de humor e até mesmo como isso influência na relação com o próximo, como por exemplo no texto, há um teste feito com um dos monges, em que este foi colocado para debater com uma pessoa bastante alterada, porém, o controle do monge foi tão alta e poderosa que o senhor convidado acabou se sentido invadido por a paz que o monge imanava.
Esse fato pode ser percebido atualmente, em que a maioria das pessoas não possuem a compaixão dos budistas e que estes comparam tal compaixão com o amor das mães, em que elas compreendem os erros dos seus filhos e em vez de brigar, respondem seus filhos com amor e empatia. Ou seja, hoje o estresse nós invade a maior parte da rotina e isso afeta a vida de quem compartilha tal rotina conosco, quando esbarramos em alguém nas ruas por acidente, provavelmente a pessoa ficará alterada e, normalmente, nos alteramos também e isso afeta o cotidiano de forma negativa. Contudo, deveríamos pensar como os budistas e, principalmente, pensar como eles... em uma situação de confronto devemos responder ao outro com amor, se colocar no lugar dele e ter compaixão. Jamais responder ao ódio e a raiva com mais raiva e sim com amor e empatia, entender o outro e colocar-se no lugar dele,
Mas enfim!! Vamos falar de coisas boas e de como o budismo pode se tornar um instrumento poderoso de auto-controle da mente e que os benefícios adquiridos com a prática levam ao bem-estar do ser humano, como também, de todos aqueles que o rodeiam.
Em relação ao texto, pode-se afirmar que a meditação se trata de uma educação mental e que esse instrumento nos ajuda a melhor nossas emoções destrutivas e negativas. Além disso, o texto trata da relação entre ciência e budismo, em que o primeiro nos refere que uma alternativa para não nos depreciarmos seria o uso de medicamentos e isso torna o ser humano dependente químico, fato este que vai contra os princípios budistas, que tentam encontrar na meditação um meio de enfrentar as emoções perturbadoras.
No texto também é tratada de métodos específicos de meditação, em que cada um deles é singular nas estratégicas de atenção, cognição e emotividade. O principal deles e o mais utilizado pelo Monge Oser no experimento científico analisado, foi a meditação focalizada em um ponto, em que a pureza do coração é somente querer uma coisa: cultivar a concentração e nesse fundamento, o monge faz uma referência aos professores na questão de sua concentração.
Os budistas também tratam do poder da mente como sendo uma administração do próprio cérebro e como já foi dito anteriormente, a pessoa que medita sobre a compaixão por todos os seres e em qualquer situação é o principal beneficiário de todos.
Por fim e como uma última análise de coração percebida pela leitura do texto, cabe fazer a referência de que os cientistas por mais que tenham grande anseio pela busca do conhecimento, possuem somente máquinas e um conhecimento limitado em relação à ciência, pois o homem cientista se prende a teorias e a verdades que somente podem ser comprovadas com experimentação e cálculos e teorias, o que resulta em uma limitação do conhecimento. Enquanto que os budistas não se prendem à ciência alguma, muito menos à teorias, buscam o conhecimento por si só, puro e natural, além de ser infinito e muitas vezes inexplicável, porém necessário para dar um melhoramento na vida e suficiente para que a qualidade de nossas energias seja infindavelmente melhor. Portanto, devemos nos prender a natureza, ao amor, à compaixão para termos um melhoramento de vida e não ao uso de remédios como escape.
Referência: Lama, D. e Goleman, D. (2003) Como Lidar Com Emoções Destrutivas. Rio de Janeiro: Campus Ltda.